Universidade de Évora

UE

  • Público
  • Membro de
  • ÉVORA Largo dos Colegiais 2. 7000 Évora.
  • 662 professores
  • 8.119 alunos
    12,3 alunos por professor

Estudos destacados

Ciências Exactas e Naturais

  • Licenciaturas

3 anos  |  Pós-laboral  |  Évora

Educação Física e Desporto

  • Licenciaturas

6 semestres  |  Campus Universitário (Évora)

Enfermagem (Entrada de 2º semestre)

  • Licenciaturas

4 anos  |  Évora

Engenharia Civil

  • Licenciaturas

6 semestres  |  Campus Universitário (Évora)

Licenciatura em Agronomia

  • Licenciaturas

O grande objetivo do ciclo de estudos proposto é o de fornecer uma sólida e moderna formação, de nível superior na área agronómica.

6 semestres  |  Campus Universitário (Évora)

Licenciatura em Arquitetura Paisagista

  • Licenciaturas

Em termos de objectivos desta licenciatura, pretende-se que os estudantes adquiram e desenvolvam: - Uma formação sólida em desenho que lhes permita operar com eficácia no processo criativo e desenvolver a comunicação das ideias com recurso ao projecto, nas suas diferentes valências técnicas; - Capacidades para tirar partido do conhecimento interpretativo e crítico das ciências sociais que lhes faculte a compreensão dos...

6 semestres  |  Campus Universitário (Évora)

Licenciatura em Artes Visuais - Multimédia

  • Licenciaturas

O licenciado pelo curso de Artes Visuais da Universidade de Évora é um profissional com uma formação generalista, focalizada nas matérias relacionadas com a imagem visual, nas várias vertentes sociais atuais. Nesse sentido, será levado a desenvolver uma série de capacidades e acuidades que vão culminar no desenvolvimento desta área. A dimensão generalista pretende alargar o leque de oportunidades de emprego, pois...

6 semestres  |  Campus Universitário (Évora)

Licenciatura em Biologia

  • Licenciaturas

6 semestres  |  Campus Universitário (Évora)

Licenciatura em Biologia Humana

  • Licenciaturas

Pretende-se com este 1º Ciclo fornecer uma visão interdisciplinar e integrada da espécie humana do ponto de vista biológico e sociocultural, incluindo: as suas anatomia e fisiologia, a biologia das doenças que a afetam e a sua interação com o ambiente, designadamente o impacto de diferentes tipos de compostos químicos no organismo humano, o conhecimento dos vetores responsáveis pela propagação de agentes...

6 semestres  |  Campus Universitário (Évora)

Licenciatura em Bioquímica

  • Licenciaturas

A Bioquímica tem como objetivo principal o estudo em termos moleculares da estrutura, organização e funcionamento da matéria viva. Para consolidar este objetivo a licenciatura em Bioquímica aparece interligada com diferentes domínios do conhecimento para além do domínio específico da Bioquímica, a Química, Física, Biologia, Biotecnologia, Informática, Matemática, Ética e Línguas...

6 semestres  |  Campus Universitário (Évora)

HISTÓRIA

A Universidade de Évora foi a segunda universidade a ser fundada em Portugal. Após a fundação da Universidade de Coimbra, em 1537, fez-se sentir a necessidade de uma outra universidade que servisse o sul do país. Évora, metrópole eclesiástica e residência temporária da Corte, surgiu desde logo como a cidade mais indicada. Ainda que a ideia original de criação da segunda universidade do Reino, tenha pertencido a D. João III, coube ao Cardeal D. Henrique a sua concretização. Interessado nas questões de ensino, começou por fundar o Colégio do Espírito Santo, confiando-o à então recentemente fundada Companhia de Jesus. Ainda as obras do edifício decorriam e já o Cardeal solicitava de Roma a transformação do Colégio em Universidade plena. Com a anuência do Papa Paulo IV, expressa na bula Cum a nobis de Abril de 1559, foi criada a nova Universidade, com direito a leccionar todas as matérias, excepto a Medicina, o Direito Civil e a parte contenciosa do Direito Canónico. A inauguração solene decorreu no dia 1 de Novembro desse mesmo ano. Ainda hoje, neste dia se comemora o aniversário da Universidade, com a cerimónia da abertura solene do ano académico. As principais matérias ensinadas eram Filosofia, Moral, Escritura, Teologia Especulativa, Retórica, Gramática e Humanidades, o que insere plenamente esta Universidade no quadro tradicional contra-reformista das instituições católicas europeias do ensino superior, grande parte das quais, aliás, controladas pelos jesuítas. No reinado de D. Pedro II, viria a ser introduzido o ensino das Matemáticas, abrangendo matérias tão variadas, como a Geografia, a Física, ou a Arquitectura Militar. O prestígio da Universidade de Évora durante os dois séculos da sua primeira fase de existência confundiu-se com o prestígio e o valor científico dos seus docentes. A ela estiveram ligados nomes relevantes da cultura portuguesa e espanhola, dos quais importa ressaltar, em primeira linha, Luis de Molina, Teólogo e moralista de criatividade e renome europeu. Em Évora, foi doutorado um outro luminar da cultura ibérica desse tempo, o jesuíta Francisco Suárez, depois professor na Universidade de Coimbra. Aqui ensinou durante algum tempo Pedro da Fonseca, considerado o mais importante filósofo português quinhentista, célebre pelo esforço de renovação neo-escolástica do pensamento aristotélico. Apesar das tentativas de modernização e abertura ao novo espírito científico, que caracterizam a Universidade setecentista, há que reconhecer, contudo, que, a exemplo da sua irmã mais velha de Coimbra, o seu esforço não se traduziu numa efectiva abertura dos espíritos às necessidades dos tempos novos. Não obstante o alto valor individual de numerosos docentes, o sistema de ensino como um todo, revelou-se desajustado e antiquado. Évora participou, assim, na tendência global de virar costas à Europa transpirenaica, que caracterizou a generalidade das elites e instituições culturais ibéricas do Antigo Regime. Quando a conjuntura política e cultural de meados do século XVIII se começou a revelar hostil aos jesuítas, não admira que a Universidade de Évora se tenha facilmente transformado um alvo da política reformadora e centralista de Pombal. Em 8 de Fevereiro de 1759 - duzentos anos após a fundação - a Universidade foi cercada por tropas de cavalaria, em consequência do decreto de expulsão e banimento dos jesuítas. Após largo tempo de reclusão debaixo de armas, os mestres acabaram por ser levados para Lisboa, onde muitos foram encarcerados no tristemente célebre Forte da Junqueira. Outros foram sumariamente deportados para os Estados Pontifícios. A partir da Segunda metade do século XIX, instalou-se no nobre edifício henriquino o Liceu de Évora, ao qual a rainha Dona Maria II concedeu a prerrogativa do uso de "capa e batina", em atenção à tradição universitária da cidade e do edifício. Em 1973, por decreto do então ministro da Educação, José Veiga Simão, foi criado o Instituto Universitário de Évora que viria a ser extinto em 1979, para dar lugar à nova Universidade de Évora.